segunda-feira, 18 de abril de 2011

70's

''Spent my days with a woman unkind
Smoked my stuff and drank all my wine''




segunda-feira, 11 de abril de 2011

It was a beautiful day

    Sábado, dia 9 de Abril de 2011, foi, definitivamente, um dia inesquecível para mim. Foi, aliás, o melhor dos que eu já tive até hoje.



    Já desde manhã que meu estômago até doía de ansiedade, e juro, é a dor mais gostosa do mundo. Saí de casa e fui para o Morumbi, chegando lá depois de algumas atrapalhadas e atrasos, mas chegando. Mais ou menos às 16h30 eu entrei no estádio, garanti meu lugar, e comecei a decorar ''Vertigo''. Tá, eu sei que é estranho decorar uma das principais músicas do U2 enquanto se espera o show começar, mas tudo estava valendo para matar o tempo, inclusive ficar jogando ''Solitária'' e um jogo patético de montar hamburguer. Aí papo vai, papo vem, a gente come bolacaha Bono (olha o trocadilho!), chove um pouquinho, e começa o show de abertura do Muse. Foi muito legal, o som estava ótimo, e já serviu para dar uma esquentada no pessoal.
    Então, acaba o primeiro show e aparece um relógio no telão mostrando o tempo que faltava para começar o show do U2. Demorou, demorou, demorou, os minutos estavam se arrastando vagarosamente. Depois de esperar cerca de uma hora o relógio some do telão. Todos pensaram no mesmo: ''Pronto, vai começar!''
    É, não começou. Alarme falso. Todos xingaram, gritaram, ficaram incorformados, quando, então, começa a tocar ''Trem das Onze'' e o estádio inteiro canta junto, menos eu. Desculpem a  minha ignorância, mas eu realmente não sabia a letra. Enfim, acabou ''Trem das Onze'' e começa a tocar ''Space Oddity'', do David Bowie. Aí, o telão acende. E quatro homens aparecem caminhando na nossa direção.
    A-I-M-E-U-D-E-U-S, eu fui pro céu e voltei! Berrei, pulei, vibrei, eu fiquei insana, completamente insana. Não parecia ser eu naquele momento.  Mas era.
    Os 4 sobem ao palco e começam com ''Even Better Than The Real Thing''. Depois só foi ficando cada vez melhor. Em ''Elevation'', eu não sabia que podia me elevar tanto, e pular tão alto, e a mesma coisa aconteceu em ''Vertigo'', que foi cantada lindamente, e dançada de modo terrível. Quando tocou ''I Still Haven't Found What I'm Looking For'' eu achei que iria derreter de tanto chorar e de tanta emoção, mas eu simplesmente não conseguia chorar. A felicidade gritava muito mais alto dentro de mim, e eu simplesmente sorria e agradecia por estar ali. Eu não sabia que existia tanta felicidade assim. Depois, quando veio ''With or Without You'' foi outra emoção gigantesca. E eu consegui não derreter e ficar inteira, novamente. A minha única preocupação nessa noite era ver as luzes acendendo, anunciando o fim do show. De resto, eu não me preocupei com nada, esqueci do mundo, esqueci de pensar, de ser racional. Eu apenas sentia o momento.



    O que aconteceu lá não foi só um show, não foi só uma noite. Foi o dia em que eu percebi que eu posso ser feliz sozinha, que eu posso esquecer absolutamente todos os problemas, que a música é o que me mantém sã, apesar da minha piração durante o show.
    Eu percebi que a vida é linda. A vida é absurdamente linda! E ela vale muito a pena.
   





quinta-feira, 31 de março de 2011

A moderna sociedade feudal

    Toda vez que eu recuso carne e digo ''obrigada, sou vegetariana'', eu não sei por qual motivo, as pessoas me olham como se eu fosse algum ser de outro planeta, e fazem cara de reprovação. Por que?
    Quem não come carne sou eu, ou você meu amigo? Ah tá, sou eu né? Então, por favor, me deixe em paz e vai cuidar da sua vida, que eu já estou cansada de ouvir gente falando que eu sou louca e idiota simplesmente por não comer um animal.
    Eu fico bastante incomodada com o que fazem comigo, e acho realmente ruim o que a sociedade, de modo geral, faz com quem possui algum tipo de diferença. Se você é gay, você vai para o inferno, se você tem tatuagem, vai para inferno também, e não pode trabalhar em lugar algum; se você não tem religião, é um perdido, se você transa com seu namorado, você é promíscuo, e se você fala de sexo, você quebra tabu; se você é gordo, não merece nada, se é pobre, é um idiota, e se for mendigo, não há nem porque alguém olhar para a sua cara. Ah, e claro, se você não come carne, você tem doença.
    Eu não quero ser hipócrita e dizer que sou uma pessoa boníssima, sem preconceitos e super liberal. Eu não sou. Sou, sim, repleta de defeitos, mas eu tenho consciência deles, sei que são errados, e que precisam ser retirados de mim. O grande problema é quem possui muitos deles, e não percebe, não quer mudar, porque acha certo seguir o que sua religião fala, quando, na verdade, ela pode ser apenas uma grande lavagem cerebral para arranca seu dinheiro; as pessoas acham certo seguir, apenas, essa moderna sociedade feudal. E o pior é que, talvez, nem seja porque elas realmente concordem com o que a sociedade impõe, mas é simplesmente mais fácil consentir com tudo o que lhe dizem, sem contestar nada, sem precisar pensar, ter opinião, ou dor de cabeça.
    A própria televisão, que foi um meio de comunicação tão revolucionário, hoje, apenas serve para alienar o povo, para usar da política do ''pão e circo''. Mas também, pense, é claro que é melhor assistir a um bando de confinados fúteis em uma casa, do que assistir sobre o que está realmente acontecendo no mundo; é muito melhor transmitir um jogo futebol, do que mostrar a sugeirada que acontece no país. É bem mais fácil. E o brasileiro gosta de facilidade, gosta de se acomodar.
    Mas agora, basta. Basta à comodidade, à falta de reação, basta ao preconceito, basta ao julgamento, basta à essa sociedade que se diz moderna, mas, que na verdade, só possui clero, senhores feudais, e servos... muitos servos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Amazing Grace

    Caramba, estou esgotadíssima!
    A semana inteira, tive a matemática como convidada na escola, na sala, no quarto, no banho, na cozinha, no sono. Pô, meu cérebro está embebedado em números! Logo mais dá PT! Mas, enfim, não vim chorar nem reclamar de nada não. Vim, sim, falar como eu faço pra não ficar tão louca: fujo no meu mundinho.
    Fala a verdade, não tem nada melhor do que fugir do cotidiano, do banal que nos cerca todos os dias, e ir para o mundo irreal (o ideal). O último ''método'' que eu encontrei para fugir do tédio, é planejar as minhas futuras viagens pelo mundo.

    Eu entro no site do National Geographic americano, vou, ou na sessão de fotos, ou na de viagem, e faço os meus roteiros. Fico horas no site planejando preços, pensando aonde vou primeiro, quando vou, se devo viajar o mundo de uma vez, ou em partes, se vou encontrar o amor da minha vida enquanto estiver em minha volta ao mundo (patético, mas é a verdade), se vou fazer centenas de amigos, se vou aprender outras línguas, enfim. Já comecei a viajar desde já. Mas que saber? Fazer isso é a coisa mais gostosa que existe.
    E o mais impressionante desse site são as fotos, parece que algo tão maravilhoso daquele jeito não pode ser captado pelo homem. As paisagens são deslumbrantes, diria até, divinas. E vendo como o mundo é maravilhoso, e como eu posso ir longe algum dia e chegar a tais lugares, eu fujo da minha realidade sem graça. Vou para outro plano, atinjo o nirvana. São só por alguns segundos, mas são, sem dúvidas, os segundos mais bem gastos da minha vida.
    Por isso, se você está beirando a loucura, saia do mundo. Tome sua dose de felicidade diária, e relaxa. Lembre que o mundo é lindo. Que o mundo, é seu.


    Ah, e só para dar um gostinho, essas são algumas das fotos do site: 
  

 








Fala se não parece mentira?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Just-ficando para entender

Tá, eu não sei como escreve direito em um blog, mas enfim, a gente dá um jeitinho.
Bom, primeiro post, acho que não tenho muita coisa para falar, apenas foi just-ficar o porquê do blog.
Eu pretendo, e vou conseguir (com muita fé, eu vou) fazer jornalismo, e para isso, nada melhor do que praticar em um blog, certo? E por que que o blog chama just-ficando? Não faço, ideia, decidi esse nome quase meia noite, deitada na cama, ouvindo música e pensando em algum nome, por mais medíocre que fosse, o que viesse seria lucro. E veio. Veio esse just-ficando: com uma mistura pobre de inglês e português. Mas tudo bem, estou feliz assim.
Enfim, acho que não tenho mais o que falar por hoje, só quis fazer uma breve apresentação mesmo.
Boa noite pessoal!
(se alguém ler isso)